... e se foi para sempre Walquiria, sem mais ilusão da casa, deixados aí
tantos mitos, gastos, esquecidos, saindo à cata de porto recém-encontrado,
após exaustiva busca, analisada aos poucos e só bem mais tarde.
(ficaram-se os demais: triturados, contidos no decoro em desuso,
desconfiança inútil, velhos hábitos mantidos sem pequeno esforço e
Mais por absurdo)
Walkiria sóbria, ereta, estática
exterminando em si angustiada espera
transpondo muros com as pernas altas de gazela esguia
alcançando o mundo
- de repente o sol, como se visto por primeira vez
ainda o céu, igual azul redescoberto em firmamento côncavo
opalina assessoria de casa antepassada
(discreta prisão suave ate então insuspeitada)
- depois o pacto – mudo, denso, surdo
selado com pés no chão
firmado consigo mesma em canto escuso da imencidade
(relembra agora sob morno sol da tarde
lenta, languida, quase lasciva,
buscando estilo ou método para seu vazio)
- é morna a tarde, escassa brisa, supérfluo vácuo
intermezzo ate a noite aproximada
Walqiria espera em tempo de limites imprecisos
Walkiria vaga, vamp,
veladas formas sob blusa negra
ausente olhar sob franja ruiva
achado porto lhe faltava ancora
- é longa a noite em passo lento/firme/exato,
salto no asfalto,
miss/autômato, anônimo manequim
alonga noite na calçada/passarela
Walquiria ética, ácida, asséptica,
água escorrendo em maciez de flancos,
ventre, ancas,
vértice/coxas
expulsa anêmona viscosa
em que se fez e se detrita
Walkiria cética
Rosely
Nenhum comentário:
Postar um comentário