Viver é arte, ofício de cristal,
Onde contar a história é renascer.
Pois existir, no plano terrenal,
É muito mais que apenas sobreviver.
É receber o golpe em mansidão,
Sentir o pulso sem que o mal nos tome.
É despertar com nova compreensão,
Caminhar no compasso que consome.
Lapidar o trauma em pedra polida,
Curar com zelo a mente que padece.
Pois a ferida, outrora comovida,
Na mão do artista enfim se fortalece.
Lavar a alma, o barro e o desalento,
No silêncio que o mestre nos retoma.
Beber a paz, o puro e leve alento,
Sob o sagrado abrigo da redoma.
Ass:KSO
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