quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O PAPAGAIO E O VIAGRA

Um papagaio engoliu um comprimido de Viagra distraidamente deixado ao seu alcance pelo dono. Este, preocupado com o efeito, mete o papagaio no congelador para acalmá-lo.
Um hora mais tarde o dono abre a porta e vê o papagaio todo suado.
- Como pode você estar suando no congelador?
O papagaio responde.
- Você pensa que é fácil abrir as pernas de uma galinha congelada?

Colaboração de anônimo

A loira e o correio

O cara estava no jardim, regando as flores, quando a vizinha loira foi até a caixa de correio. Ela abriu, olhou dentro, fechou e voltou pra casa. Pouco minutos depois, saiu novamente e olhou na caixa de correio. Fechou e voltou pra casa irritada.
O cara já estava guardando a mangueira quando ela saiu novamente e foi pisando duro até a caixa de correio. Abriu, olhou e bateu com mais força ainda que a vez anterior.
Intrigado o cara resolveu perguntar se havia algo errado.
   -Claro que sim!!!respondeu a loira...Meu computador estúpido,insiste em dizer:
     "Você tem correspondencia."

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sábado, 27 de agosto de 2011

POR UM FIO

Todos os trabalhadores já haviam descido para os cacauais, quando Rosinha se dirigiu à casa sede da fazenda, para fazer a limpeza diária. Eu gostava de vê-la no seu vestidinho simples, a maneira encabulada de mocinha de roça, os gestos nervosos e o rubor de suas faces quando nossos olhares se cruzavam.
Devia estar nos seus primeiros cios. O olhar cheio de doçura, alegre, saltitante, os bicos dos seios eriçados roçando o vestido, já apertado, de fazenda barata.
- Oi Seu Mário! Pensei qui o sinhô tava lá pra baixo, nas roça de cacau.
Ficava aborrecido, às vezes, com aquele seu tratamento cerimonioso. Aquilo me fazia lembrar a condição de patrão, a responsabilidade, a autoridade, o respeito adquirido durante uma longa vida integra e correta.
Naquele dia, percebi que ela me olhou diferente. Estávamos a sós, e senti que era o momento.  
- Rosinha, venha aqui!
- Sim, sinhô.
-Você sabe que lhe tenho muito apreço, que você me agrada muito. Te acho muito bonita.
-Sim, sinhô.
- Fico triste quando você foge de mim feito um bicho do mato. Quero que me prometa uma coisa. Não fuja mais de mim, tá bom? Agora venha cá e me dá um abraço.
Ela veio docilmente. Suas pernas roliças, queimadas pelo sol, me deixavam louco de desejo. Acariciei os seus cabelos negros, puxei levemente o seu corpo tremulo contra o meu, beijei os seus lábios macios, seu pescoço. Acariciei sobre o vestido aqueles seios pequenos, firmes, e, aos poucos, o desejo foi superando sua timidez. Beijou-me timidamente. O vestido já não mais cobria seu corpo. Suas mãos entrelaçadas sobre minha cabeça puxavam-me contra seu peito, fazendo-o penetrar todo em minha boca. Acariciei o seu sexo, sua mão agarrava meu braço, indecisa, querendo afastar e ao mesmo tempo deixar. Seu corpo se enroscou ao meu, ávido de desejo, e se rendeu completamente lânguido. Há muito eu ansiava por aquele momento. Penetrei aquele corpinho, prolongando o mais que pude. Era como se fosse a última coisa que fazia neste mundo. Recebia-me toda entregue, os lábios entreabertos, os olhos semicerrados numa sensação de êxtase, um gemido profundo de gozo. Como se tivesse sido despertada, cravou as suas unhas em minhas costas, apertando-me como a desejar todo o meu ser nas suas entranhas.
Descemos até o córrego no fundo da casa. A água cristalina, borbulhando sobre as rochas lisas, a quietude naquele pedaço de céu oculto na mata, e nós despidos, abraçados, deitados sobre o lajedo, vivendo aquele momento mágico, aquela paz! O seu corpo molhado, e eu saboreando gota a gota, sentindo aquele gosto picante, enchendo-me de prazer.
Não me arrependo daquele dia inesquecível. E é pensando naqueles momentos que busco forças para suportar as terríveis conseqüências que até hoje sofro. Ela está grávida, tenho certeza. Mais dia, menos dia, irá aparecer a barriga. Como explicar ao seu pai? Seu Pedro, apesar de me ter um grande respeito, é um homem rude e não hesitará até mesmo em dar um tiro no seu patrão. Não vejo uma solução. Se ao menos conseguisse uma maneira de levá-la a um médic,o sem levantar suspeitas. Não, impossível!
Seu Pedro está me aguardando na sala. Deseja falar comigo. Já imagino o motivo, mas talvez eu esteja precipitando as coisas. É preciso ter muita calma. Nem tudo está perdido! Hei de encontrar uma saída.
- Seu Mário, o sinhô me disculpa a hora, mas o assunto tem urgência.
- Estou às suas ordens, Seu Pedro.
- A minha Rosinha anda meio isquisita e eu tô preocupado. Já tô imaginano o qui é.
- Desembucha de uma vez, Seu Pedro.
                - Se num for pedi muito, queria qui o sinhô levasse ela pra cidade pra sê insaminada. Tô achano  qui ela ta cum verme, e é das braba.

UM SONHO DE AMOR

Em toda a minha vida nunca estive tão angustiado como naquela noite.
- Você não me quer mais?
- Claro bobinha! Você não imagina o quanto te quero.
- Me abrace! Eu quero você todo pra mim, pelo menos hoje. Não se preocupe, não falarei nada a minha Irmã.
Eu desejava Mininha mais do que tudo na vida. Bem desenvolvida para os seus quinze anos, ela já mostrava traços de uma linda mulher. Beijei os seus cabelos castanhos, lisos, seu rosto, seus olhos, seus lábios, a pele tenra e bronzeada. Todo o seu corpo tremia. Abracei-a delicadamente. Senti a protuberância dos seus pequenos seios, como a querer defender aquele ser inocente do pecado. Um cheiro doce de sabonete emanava dos seus cabelos, ainda úmidos, e me embriagava. Minha língua passeava, ávida e frenética, por aquele território ainda inexplorado. Um pelo muito fino cobria o seu sexo, perfumado, cujo gosto picante me excitou ainda  mais.
- Não! Não faça isso! Não agüento mais!
Seu corpinho se enroscava de desejos, minha língua trabalhava freneticamente, meus pensamentos se anuviaram e, aos poucos, foi-se apoderando de mim um instinto animalesco. Quis recuar, mas já era tarde. Numa fúria incontida, com uma vontade louca de dilacerá-la, penetrei nas suas entranhas. Esmaguei os seus lábios contra os meus, as minhas mãos apertavam desesperadamente os seus seios, meu membro penetrou dilacerando-a toda, fazendo-a ver, bruscamente, uma dura realidade, suja, mesquinha, desfazendo todo o seu mundo encantado.
Miminha estava toda ensangüentada, encolhida num canto. Fiquei desesperado.
- Por que eu fiz isso? Por quê?
- Eu não devia ter feito.
-EU NÃO DEVIA!
Acordei com meu próprio grito, transpirando e esvaindo em prantos. Não sei quanto tempo permaneci sentado na cama, com a cabeça entre as mãos.
Miminha, murmurei. Sua fisionomia meiga estava muito distante no tempo. Após minha separação, fiquei distante da sua família. Bem que tentei no começo, mas há muito já havia desistido de encontrá-la.
Aprontei-me ràpidamente e segui para o escritório. Precisava chegar cedo, pois as candidatas à vaga de secretária já deviam estar esperando.
Do meu gabinete podia ver, na sala de espera, uma meia dúzia de candidatas fortíssimas. Seria difícil a escolha.
Quando me preparava para chamar a primeira candidata, ouvi um comentário, provavelmente de alguma das concorrentes observando meu antigo pôster na sala.
- Miminha, olha como parece com aquela sua foto do seu ex-cunhado.