sábado, 27 de agosto de 2011

UM SONHO DE AMOR

Em toda a minha vida nunca estive tão angustiado como naquela noite.
- Você não me quer mais?
- Claro bobinha! Você não imagina o quanto te quero.
- Me abrace! Eu quero você todo pra mim, pelo menos hoje. Não se preocupe, não falarei nada a minha Irmã.
Eu desejava Mininha mais do que tudo na vida. Bem desenvolvida para os seus quinze anos, ela já mostrava traços de uma linda mulher. Beijei os seus cabelos castanhos, lisos, seu rosto, seus olhos, seus lábios, a pele tenra e bronzeada. Todo o seu corpo tremia. Abracei-a delicadamente. Senti a protuberância dos seus pequenos seios, como a querer defender aquele ser inocente do pecado. Um cheiro doce de sabonete emanava dos seus cabelos, ainda úmidos, e me embriagava. Minha língua passeava, ávida e frenética, por aquele território ainda inexplorado. Um pelo muito fino cobria o seu sexo, perfumado, cujo gosto picante me excitou ainda  mais.
- Não! Não faça isso! Não agüento mais!
Seu corpinho se enroscava de desejos, minha língua trabalhava freneticamente, meus pensamentos se anuviaram e, aos poucos, foi-se apoderando de mim um instinto animalesco. Quis recuar, mas já era tarde. Numa fúria incontida, com uma vontade louca de dilacerá-la, penetrei nas suas entranhas. Esmaguei os seus lábios contra os meus, as minhas mãos apertavam desesperadamente os seus seios, meu membro penetrou dilacerando-a toda, fazendo-a ver, bruscamente, uma dura realidade, suja, mesquinha, desfazendo todo o seu mundo encantado.
Miminha estava toda ensangüentada, encolhida num canto. Fiquei desesperado.
- Por que eu fiz isso? Por quê?
- Eu não devia ter feito.
-EU NÃO DEVIA!
Acordei com meu próprio grito, transpirando e esvaindo em prantos. Não sei quanto tempo permaneci sentado na cama, com a cabeça entre as mãos.
Miminha, murmurei. Sua fisionomia meiga estava muito distante no tempo. Após minha separação, fiquei distante da sua família. Bem que tentei no começo, mas há muito já havia desistido de encontrá-la.
Aprontei-me ràpidamente e segui para o escritório. Precisava chegar cedo, pois as candidatas à vaga de secretária já deviam estar esperando.
Do meu gabinete podia ver, na sala de espera, uma meia dúzia de candidatas fortíssimas. Seria difícil a escolha.
Quando me preparava para chamar a primeira candidata, ouvi um comentário, provavelmente de alguma das concorrentes observando meu antigo pôster na sala.
- Miminha, olha como parece com aquela sua foto do seu ex-cunhado.

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